terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Sobre a falta de inteligência artifical em jogos

Uma coisa que sempre me irrita em jogos, tanto antigos quanto recentes, é a absoluta falta de emotividade. Quando se representa humanos, ou até animais, há certos comportamentos que são esperados e que não aparecem. São apenas ignorados e espera-se que o jogador apenas entenda que em um jogo não é assim que as coisas acontecem. Eu vou listar alguns exemplos:
  • Três NPCs atacantes estão trocando tiros com o jogador. O jogador mata dois deles rapidamente. É de se esperar que o terceiro entre em pânico e fuja. Também faria sentido ele demonstrar choque pela perda dos parceiros. No mínimo ele deveria se esconder, vendo que está enfrentando uma máquina mortífera. Mas não, ele apenas continua atirando, como se não tivesse nenhuma conexão com os outros NPCs.
  • O jogador fala com um NPC desconhecido na rua. É de se esperar que o NPC talvez se recuse a conversar e demonstre aborrecimento. Mesmo que aceite conversar, é razoável que ele ou ela espere uma pergunta do jogador. Mas não, o NPC diz uma frase pronta e segue seu caminho programado.
  • O jogador entra em um cenário e eis vários NPCs parados, esperando uma iniciativa por parte do jogador. É como se fosse um museu de cera: algo estático, efetivamente morto. 
Esses casos demonstram como a inteligência artificial ainda hoje em jogos é algo incompleto, visto como mais desnecessário do que gráficos e som. O foco na aparência é muito maior do que no comportamento. Não há esforço em imitar a vida, apenas em mostrar movimento. Isso é muito entediante e frustrante.

Jogos deveriam ter um mínimo de IA que tornasse crível a reação de cada NPC. Eu entendo perfeitamente os desafios que trazem essa afirmação, mas acredito que a essa altura do desenvolvimento da tecnologia isso já deveria ser possível.

Nenhum comentário:

Postar um comentário